Poesia

Ego-(a)mor

david carradine

 

Eu não sou o que pensam de mim

Eu sou quem eu sou

Completamente.

E essa completude é

Inacessível aos demais

Não é segredo.

É Privado.

Ser eu é tão pessoal

Tão único

Tão eu

Que não é possível que outrem

Me conheça totalmente.

 

Eu sou quem sou

E não há nada que mude quem sou

Pois, ainda que eu mude

Eu continuarei sendo eu mesma

Ainda que de outro jeito

E até com outros trejeitos:

Sempre

Eu.

 

Eu:

Egoísta,

Egocêntrica,

Ególatra,

Egomaníaca.

 

Enfim,

Tenho o hábito,

O dom

E o costume

De ser sempre

Eu mesma

E me amar

Assim.

 

Dói, as vezes, não ser amada

Sendo autêntica

Mas eu mesma me amo

Pelo mesmo motivo

Eu

Já passei pelo meu crivo.

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2 comentários em “Ego-(a)mor

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