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Ansiedade: como enfrentar o mal do século #LIVRO

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Sinopse

“Ansiedade” é um livro fininho (160 páginas) e fluido do popular autor Augusto Cury em que ele trata da Síndrome do Pensamento Acelerado.

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Segundo Cury, é vital que a gente desacelere para termos uma vida melhor e mais saudável. Cury destaca a necessidade de cuidar e controlar a mente e os pensamentos, criticando os excessos que vivemos: de informação, de trabalho, de preocupação, de Ego, etc. Cury destaca a necessidade de empatia, de desacelerar, de proteger a mente e a emoção, filtrar estímulos estressantes.

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Separei os trechos mais bacanas de alguns capítulos pra colocar aqui:

Cap. 3 – Quem somos? Teses fundamentais

“A construção do pensamento não é unifocal, mas multifocal, não dependendo apenas da vontade consciente, ou seja, do Eu, mas de fenômenos inconscientes.”

“Somos tão complexos, que, quando não temos problemas, nós os criamos. Por exemplo, milhões de pessoas em todas as sociedades modernas se cobram demais de si mesmas. Elas usam o pensamento não para se libertar, mas para se aprisionar e punir quando falham ou não correspondem a suas expectativas.”

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Foto: Katie Crawford

 

Cap. 4 – Pare, observe-se, enxergue-se!

“Observe que um simples barulho no carro já nos perturba e nos faz ir ao mecânico. Entretanto, muitas vezes, nosso corpo grita através de fadiga excessiva, insônia, compulsão, tristeza, dores musculares, dores de cabeça e outros sintomas psicossomáticos, e, mesmo assim, não procuramos ajuda. Você ouve o inaudível, a voz do seu corpo e da sua mente? Ou só o que é audível? Alguns só ouvem a voz dos seus sintomas quando estão num hospital, enfartados, quase mortos. Seja inteligente, respeite sua vida. Pare! Pense! Observe-se! Enxergue-se! Nenhum psiquiatra ou psicólogo pode fazer isso por você.”

“Nosso Eu não tem pleno controle dos instrumentos que constroem milhares de pensamentos diários. Por isso, ora ele é o protagonista, ora é mero espectador; ora ele constrói ideias belíssimas, ora é vítima de pensamentos angustiantes que não confeccionou.”

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Cap. 13 – Graves conseqüências do SPA

“Estamos viciados em atividades, viciados em informação, viciados em celulares, viciados em asfixiar o tempo, viciados em pensar.”

“Outra conseqüência da SPA é a desproteção da emoção. Uma pessoa agitada e hiperpensante reduz a habilidade de filtrar estímulos estressantes.”

“Lembre-se sempre: nossos piores inimigos não estão fora de nós”

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Cap. 14 – Como gerenciar a Síndrome do Pensamento Acelerado – Parte I

  1. Capacitar o Eu para ser autor da própria história
  2. Ser livre para pensar, mas não escravo dos pensamentos
  3. Gerenciar o pensamento antecipatório
  4. Fazer a higiene mental através da técnica DCD (duvidar, criticar e decidir)

Até o capítulo 13 do livro, eu diria que ele é muito teórico, não no sentido de ser hermético ou direcionado a quem é especialista na área, mas porque fala muito dos problemas que nós estamos vivendo, do mundo, das dificuldades, de como as coisas precisam mudar e em que direção… Sem dizer o principal: “como?”

Daí o capítulo 14 aparece com este título, e eu tive uma pontinha de esperança, mas ao lê-lo, igualmente achei muito idealista. “Não ser escravo dos pensamentos”, “gerenciar o pensamento antecipatório”… Pagaria milhões de dólares para quem me ensinasse uma técnica eficaz contra esses problemas (mas não tenho milhões de dólares, então, se você souber como, me diga de graça <3). Em minha opinião, as dicas não são concretas. Eu tenho transtorno de ansiedade e sei o que to falando. Alguém dizer pra mim que preciso “parar de sofrer por antecipação” ou “parar de pensar tragédias que dificilmente vão acontecer” não ajuda em nada, simplesmente porque eu não sei COMO fazer isso. Aliás, o que eu tenho que fazer eu já sei, só preciso do caminho e em minha opinião, o autor não deu neste capítulo conforme o prometido.

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Apenas no item 4 ele dá uma ferramenta para a higiene mental, que é o DCD, o qual deve ser feito na seguinte ordem:

  1. Duvidar: “Tudo o que cremos nos controla; se o que cremos é doentio, poderá nos deixar enfermos a vida toda. Duvidar do controle do medo, da insegurança, da ansiedade, da impulsividade, da irritabilidade, da baixo estima é fundamental para superá-los.”
  2. Criticar: “Criticar cada pensamento perturbador e cada emoção angustiante, bem como a passividade do Eu, é nutrir a lucidez e a maturidade psíquica. Muitos (…) são incapazes de fazer uma autocrítica.”
  3. Decidir: “Determinar estrategicamente aonde queremos chegar em nossa qualidade de vida e em nossas relações sociais são tarefas fundamentais do Eu.”

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Segundo o autor, o DCD tem ajudado muitas pessoas em vários países a melhorares sua qualidade de vida, ansiedade e etc. Quem sou eu pra duvidar ou por em xeque esta informação. Eu não vou dizer que considero ruim, até porque eu uso essas tática às vezes, mas não com essa técnica tão exata como mostra o livro.

Aprendi em um mini-curso de PNL que fiz e com minha coach que crenças podem ser mudadas. Que muitas coisas que temos como fatos, na verdade, não são, são apenas crenças (e muitas, limitantes). No meu caso, só o fato de aprender isso já abriu meus olhos para novos horizontes. Esta técnica do Augusto Cury, pelo que entendi, faz você colocar isso em prática: duvidar das crenças que você tem. Talvez você já colocou na sua cabeça que é fraca, sem atrativos ou com uma inteligência abaixo da média, mas se parar para analisar e pensar bem, colocando as coisas de moda mais imparcial, muitas vezes vai perceber que estava acreditando com todo o coração em uma mentira dura e inconveniente.

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Não custa nada tentar a tal técnica, mas não acho que gere efeitos tão bons como faz parecer.

Cap. 15 – Como gerenciar a síndrome do Pensamento Acelerado – Parte II

  1. Reciclar as falsas crenças: explica sobre a técnica da mesa-redonda do Eu.

Nesta técnica, o Eu reúne-se, todo dia, no silencia de nossa mente com as nossas falsas crenças. E nessa reunião estabelece um autodiálogo contundente, ou melhor, uma conversa franca, sincera, honesta, um debate com mentiras, conceitos distorcidos e paradigmas infundados das falsas crenças.” Cury ainda explica que: “ A técnica DCD é feita nos focos de tensão, quando as emoções e os pensamentos perturbadores produzidos pelas falsas crenças estão em cena; já a técnica da mesa-redonda do Eu é realizada fora do foco de tensão, quando o ‘monstro’ está hibernando”.

  1. Não ser uma máquina de trabalhar: o mais eficiente do leito de um hospital

“Ser empreendedor em excesso é a melhor forma de destruir a saúde emocional.”

  1. Não ser uma máquina de informações

“Quem não seleciona livros, textos, técnicas, cursos, artigos tem duas grandes possibilidades: expandir a Síndrome do Pensamento Acelerador e bloquear sua criatividade.”

  1. Não ser um traidor da qualidade de vida

“Traímos aquilo que é mais relevante para ter uma mente livre e uma emoção saudável. Traímos nosso sonos, nossos finais de semana, nossas férias, nosso relaxamento. Traímos o tempo precioso que poderíamos gastar conosco, fazendo uma higiene mental, reciclando falsas verdades, nutrindo-nos com prazer de viver. Somos todos traidores […].”

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Conclusão

O livro é bacana, me fez pensar e rever algumas preocupações e atitudes, portanto, não considero uma perda de tempo tê-lo lido, mas, em minha opinião, não cumpre com o que promete na sinopse: entender como funciona a mente humana para ser capaz de desacelerar seu pensamento, gerir sua emoção de maneira mais eficaz e resgatar sua qualidade de vida. Em suma, acredito que tenham livros muito melhores e mais esclarecedores sobre o assunto.

“Qual é o tamanho da sua dívida com sua qualidade de vida?” – Augusto Cury

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