Lendo mulheres · Livros

“Lugares Escuros” – Gillian Flynn #LIVRO

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Sinopse: Libby Day tinha apenas sete anos quando testemunhou o brutal assassinato da mãe e das duas irmãs na fazenda da família. O acusado do crime foi seu irmão mais velho, que acabou condenado à prisão perpétua.
Desde aquele dia, Libby passou a viver sem rumo. Uma vida paralisada no tempo, sem amigos, família ou trabalho. Mas, vinte e quatro anos depois, quando é procurada por um grupo de pessoas convencidas da inocência de seu irmão, Libby começa a se fazer as perguntas que até então nunca ousara formular. Será que a voz que ouviu naquela noite era mesmo a do irmão? Ben era considerado um desajustado na pequena cidade em que viviam, mas ele seria mesmo capaz de matar? Existiria algum segredo por trás daqueles assassinatos?
Gillian Flynn intercala a trajetória detetivesca de Libby com flashbacks dos acontecimentos do dia dos crimes com tanta habilidade que o leitor é levado a diferentes direções. Escrito com primor, Lugares Escuros não só mostra como a memória é passível de falhas, mas também evidencia as mentiras que uma criança pode contar a si mesma para superar um trauma.

 Eu só terminei de ler esse livro por três motivos:

(i) para ter certeza que era horrível;

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(ii) para fazer uma avaliação negativa dele no skoob;

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(iii) e, porque, confesso, após tantas páginas enfadonhas e deprimentes, pelo menos queria saber quem matou a família Day.

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Who???

Como eu já disse, o livro é deprimente e os personagens ainda mais. Mesmo que ele fosse bom, eu teria tido dificuldade de terminar pois chega a ser sombrio.

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sombrio

Sabe quando você lê uma história e quer ser amiga dos personagens ou quer ser um deles? Em Lugares Escuros não tem ninguém assim. Pelo contrário, você não vai querer cruzar com nenhuma dessas pessoas, você não vai querer viver nenhuma parte de um drama como esse.

Libby é uma orfã cuja família foi assassinada; Ben é um adolescente solitário e desajustado condenado à prisão perpétua; Patty é uma mãe ausente e, provavelmente, depressiva; Michelle é uma criança chata e chantagista; Runner é um alcoólatra com problemas com a lei e um pai tão péssimo que nem merece ser chamado de pai. Diondra me deu nos nervos de tão…nem sei que adjetivo usar…vaca? instável? egoísta?

Todos os personagens do livro, se fossem reais, provavelmente seriam diagnosticados com algum transtorno: alcoolismo, depressão, cleptomania, etc.

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Foi decepcionante, pois “O adulto” e “Objetos Cortantes”, livros da mesma autora, são muito bons.

Sinceramente, o livro me afetou com uma história tão…dura. Dura, fria. Faltou amor, cor, amizade, família. Enfim, este tipo de leitura não é pra mim.

MAS,

tem uma boa reviravolta no final. Bem no final, de forma que 97% do livro consiste no que disse acima.

De qualquer forma, creio que muita gente pode gostar da história. Não é um livro que qualquer um jogaria no lixo. Eu até admiro a autora por criar uma trama tão original, personagens tão peculiares e um ambiente tão…melancólico? dramático?

Clique aqui para ler a degustação disponibilizada pelo Editora Intrínseca.

Por fim, descobri que o livro deu origem ao filme homônimo. O trailer é bom e 2h de morbidez e melancolia são aceitáveis, o duro são páginas e páginas que se estendem por dias. Como filme, tem tudo pra ser uma boa história.

MAS,

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A verdade.

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Segue o trailer:

É isso.

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Beijinhos

 

 

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